segunda-feira, 5 de julho de 2010

Vírgulas...

Depois de ler o Jornal do Brasil do dia 05 de junho, descobri que dependo de algumas vírgulas nos meus dias de todo dia... Ou seja, se coloco o sinal aqui ou ali, a relação com o mundo e com as pessoas ao redor se altera. É ele - o sinal - que direciona o entendimento - verdadeiro ou falso - de atos ou palavras.
Será que o ouvido do outro percebe a vírgula no lugar em que a coloquei ?
Até pode ser que eu a ponha de forma inadequada algumas vezes. Mas sempre?
Não existe o crédito para o ponto de interrogação?

Talvez seja por falta de observação da regra gramatical nas horas do dia que vivo a repetir a afirmação de Guimarães Rosa: Viver é complicado. Mas eu sou mais que uma vírgula.
Decido que na escrita da minha vida ela - a vígula - será abolida. O caos?

Ontem , na Revista de Domingo, o professor Arnaldo Niskier publicou uma peça publicitária, criada para a comemoração dos 100 anos da ABI, que transcrevo. E que provocou a viagem acima...

É sobre a vírgula, que pode ser uma pausa... ou não:
Não, espere.
Não espere...

Ela pode sumir com seu dinheiro:
R$23,4.
R$2,34.

Pode criar heróis:
Isto só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vígula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar:
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.