terça-feira, 5 de outubro de 2010

Bate-papo

Ouvir quem sabe se expressar  é sempre muito bom. Clareza, correção gramatical, postura, um toque de humor e muito o que dizer... O palco fica pequeno e a platéia encantada. Aconteceu ontem.
Logo no início da apresentação, o escritor Ignácio de Loyola Brandão chamou a atenção dos ouvintes para o bom emprego da língua portuguesa. Disse ele, talvez não exatamente da forma aqui transcrita : Não vou agradecer a “todos” e a “todas”, forma comum entre os que se dirigem ao público nos dias atuais. No meu tempo de escola, aprendi que a palavra “todos” engloba ambos os gêneros.

É preciso algum outro comentário?

Ignácio de Loyola Brandão falou de Zero. Contou como a obra nasceu e venceu os limites impostos pela censura do governo militar. Exemplificou a convicção de que, uma vez realidade, a obra literária alcança força de resistência.


Não são muitos os livros que permaneceram como fato literário entre tantos publicados no Brasil nos últimos anos. A caprichada edição comemorativa de Zero, 35 anos após a primeira publicação por editora italiana, relembra-nos que esta é uma obra de destaque na literatura brasileira. O contexto trabalhado de forma inovadora ultrapassa os limites do objeto impresso e do tempo em que foi escrito.

Ignácio de Loyola Brandão no teatro Eva Herz - Livraria Cultura